Baki o Lutador Volumes 9 a 12 Review: Treino insano, Yujiro Hanma e Arena Subterrânea

Baki encara Yujiro e quase morre antes da Arena Subterrânea. Review dos volumes 9 a 12 com treino insano, tragédia e o torneio mais brutal. Nota 8.5/10.

Baki o lutador volumes . 9 AO 12 Review

Baki o Lutador Volumes 9 a 12 Review: Treino insano, Yujiro Hanma e Arena Subterrânea. Os volumes 9, 10, 11 e 12 de Baki, o Lutador mostram o mangá de Keisuke Itagaki no modo mais brutal. Lançados pela editora original e traduzidos por David Evelyn e Rafael Zaiats, os capítulos entregam a preparação final de Baki para o confronto que ele mais teme.

Resumo da história:
Depois de encarar animais selvagens e mestres de artes marciais, Baki Hanma parte para o norte do Japão em busca de um treinamento extremo. Lá, ele cruza com uma unidade militar veterana capaz de dizimar batalhões inteiros das Forças de Autodefesa. É nesse ambiente que Baki força o corpo e a mente até o limite, numa busca quase espiritual por poder.

O objetivo? Ficar forte o suficiente para derrotar Yujiro Hanma, o Ogro, seu próprio pai. O reencontro dos dois é inevitável e acaba em tragédia. Yujiro prova por que é a criatura mais forte do planeta, e a mãe de Baki paga o preço por se envolver. Rejeitado mais uma vez, Baki volta sozinho para Tóquio.

Sem descanso, ele retoma a rotina de lutas. Passa por mestres de espada japoneses e chega a treinar com lutadores de MMA do Brasil. Tudo isso serve de aquecimento para o retorno da Arena Subterrânea do Tokyo Dome. O novo torneio reúne lutadores do mundo todo, e o Diretor Orochi escala seu filho, Katsumi, para representar o karatê. Aos 20 anos, Katsumi já domina técnicas absurdas, como cortar garrafas com a mão sem se ferir.

Baki entra no torneio mais calmo e confiante. Desta vez leva Kozue, sua amiga mais próxima, para assistir. A reação dela ao ver a brutalidade da Arena mostra o contraste entre o mundo normal e a obsessão de Baki em ser o mais forte.

O que achamos:
Keisuke Itagaki não tem medo do exagero. A arte dos volumes 9 a 12 é detalhada ao extremo, mas distorce a anatomia humana de propósito. Ossos saltam, músculos fazem curvas impossíveis e cada golpe parece quebrar a física. O volume 12 é o ápice disso, principalmente na cena do Katsumi com a garrafa. Em vez de um movimento limpo, vemos dedos separados e o osso pisiforme marcado. Na vida real quebraria a mão. Em Baki, é só técnica.

A história mantém o ritmo frenético da série. O treinamento na montanha é absurdo, mas funciona dentro da proposta. O arco com Yujiro é pesado e desconfortável, principalmente nas cenas com a mãe de Baki. Itagaki usa o drama familiar pra justificar a fúria do protagonista. Depois disso, a Arena Subterrânea volta como um respiro, com lutas mais diretas e oponentes caricatos.

O ponto fraco continua sendo o papel das mulheres na trama. Kozue e a mãe de Baki existem só pra desenvolver o psicológico dele. Fora isso, o mangá entrega exatamente o que promete: porradaria sem lógica, filosofia de boteco e a busca eterna pela força.

Vale a pena?
Se você já é fã de Baki, os volumes 9 a 12 são obrigatórios. Têm o primeiro grande confronto com Yujiro e o retorno do torneio. Se nunca leu, não comece por aqui. É caos puro e você vai boiar.

Nota Final: 8.5/10
História: 8.0 | Arte: 9.0

Pontos Positivos:
Evolução clara do Baki como lutador e personagem
Arte única de Itagaki, com estilo grotesco e cheio de personalidade
Retorno da Arena Subterrânea com lutas criativas

Pontos Negativos:
Desenvolvimento raso de personagens secundários
Cenas com a mãe de Baki são difíceis de engolir

Review feita pela equipe ANIMEJÁ. Todas as opiniões são independentes.

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